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A civilização Maia e sua nova historiografia nos demonstra que hoje após pensadores clássicos se apoderarem no início do século XX sobre as tecnologias da civilização Maia, algumas nuvens começam a se dissipar. Digo nuvens, pois sempre a primeira experiência histórica levada a interrogação inaugura um pensamento e muitos questionamentos acerca do objeto a ser estudado. Não foi diferente com a civilização Maia. Segundo o autor Jeremy A. Sabloff, o começo das pesquisas Maias, enfatizaram os governantes e a elite real, assim como os sacerdotes desta civilização. Percebemos esta mesma implicância na historiografia clássica do Egito Antigo, assim como os primeiros estudos Africanistas, mas estes detalhes, pertencem a outras pesquisas, voltemos aos Maias. Como todo começo há certa abundancia de pesquisas históricas aos eternos reis e discutirei mais a frente brevemente.

Esta postura historiográfica foi enfatizada pelo arqueólogo e antropólogo Inglês, J. Eric. S. Thompson. Importante pesquisador da civilização Maia do século XX este, que levou ao mundo esta visão em meados da segunda guerra mundial.

Entre estas visões: As curiosidades religiosas, a elite real assim como os sacerdotes e excentricidades banhadas aos olhares do mesmo. Hoje, porém, o autor é criticado, pois surgiram novas metodologias arqueológicas, assim como novos embasamentos teóricos acerca da visão por baixo da sociedade, não só pautada nos superiores governantes reais.

Visão esta que teve seu alicerce na escola de novos historiadores, denominada: Annales e encabeçada por March Bloch.

Devemos perceber a importância destes estudos primários em sua época, que sedimentou raízes com tão escassos suportes, teórico-metodologico que o autor supracitado obtinha. Thompson segundo Navarro, assim como a moda historiográfica de seu tempo na Europa, pensou que a civilização Maia possui uma passividade em relação a guerra, idealizou esta sociedade, e ocorreu a tese que o desaparecimento desta civilização aconteceu por um levante camponês, o que é estranho diga-se de passagem, pois uma civilização pacata, não faria levante algum.

Referências Bibliográficas:

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