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Sobre a obra.

          A Bruxa – Um Folklore da Nova Inglaterra, trata-se de uma revolução do cinema e como toda revolução, é ruim pelo que transmite. Além da técnica que o diretor abordou, o filme nos transmite uma naturalidade perturbadora de dezenas de tabus. Essa é a intenção. Naturalizar algo que não devemos por motivos óbvios, no entanto, a tentação é clara para que pequemos. Pedofilia; aborto; matricídio; fratricídio entre outros. 

O homem é o mesmo abaixo do sol e com isso o filme é repetitivo no que diz respeito ao intuito do inimigo: espalhar o mal pelo mundo.

Se você está achando isso tudo um absurdo, continue lendo.

A Família

A Família

Os personagens partem da Inglaterra do ano 1630 para à América do mesmo século. Historicamente marcado pelo êxodo de muitos ingleses ao solo Norte Americano. A ambientação ocorre na Nova Inglaterra que fica no nordeste dos Estados Unidos. A família é composta tradicionalmente pelo núcleo familiar, de pai, mãe e quatro filhos. Os dois principais protagonistas são: O Pai e a sua filha Thomasin.


O Pai.

O Pai.

O homem da casa como crítica ao patriarcado

          A obra começa com a expulsão do pai e toda a sua família de sua comunidade na Nova Inglaterra, acusados de heresia. A heresia não era apontada somente como não praticar a religião ou ir contra os preceitos, mas sim, também para os fundamentalismos nela. E pela relativização do seu tempo,  era reconhecidamente um fundamentalista dentro de sua religião e com isso foi julgado e condenado.

          Apesar de todos os problemas, pragas, mortes e situações limites, o pai não esmorece em sua fé. Continua a orar e clamar a Deus.


O Infanticídio

Quando a filha mais velha está brincando com o bebê e ele desaparece, por si só nos dá algum calafrio, pois é um bebê. Mas a cena não para por ai.

A cena em que o bebê é esfolado vivo pela bruxa, além de grotesca, ela passa algo que pode transmitir naturalidade. É ai, justamente que está o perigo. Em muitas civilizações na antiguidade e tribos na idade média, possuíam o infanticídio, seja por sacrifícios ou ‘apenas’ porque a criança nascia com deformidades físicas, ela era descartada.

Fica claro, para quem conhece a agenda mundial anti-cristã, o que aponta a cena: o aborto. E mais do que isso: o infanticídio e a naturalização do mesmo. Trata-se de um aborto dissimulado.

Agora é o momento da leitura que você deve estar perguntando que estou exagerando, e que isso nunca iria ocorrer. Enfatizo, isso já aconteceu, historicamente em diversas sociedade e foram os cristãos que deram fim a essa prática de enterrar vivos os bebês defeituosos (fato esse que ainda ocorrer em algumas tribos indígenas brasileiras, sim, você leu isso).


O SACRIFÍCIO

O sacrifício de animais e humanos está presente em todas as religiões de todos os tempos. Tanto monoteístas quanto politeístas, essa liturgia faz a ligação da divindade com o homem. O sangue, seiva vital, é parte importante desses rituais, e é um elemento que não falta no filme.

No filme as cenas de sacrifícios são sutilmente representadas e paradoxalmente explícitas como é a cena do bebê sendo esfolado vivo pela bruxa em sua cabana na floresta.


A presença do Mal

The Black Phillipe

The Black Phillipe

           A Tentativa onipresente do mal é aterradora. Mesmo não estando na cena, de alguma forma ele está lá. O sequestro de sua subjetividade acontece. O que prova isso é o personagem chamado:: The Black Phillipe. Que é um bode, que susurra aos ouvidos das crianças.

                 O mal é um leão que nos ronda, esperando apenas um desejo fora da hora, no caso, aqui ele é um bode.


A PEDOFILIA

A cena da floresta em que se encontra o menino e a bruxa, ficamos em tensão à espera que a cena acabe, mas ela não acaba. Estamos de frente a criança com no máximo doze -12- anos e a sedução e a força maligna da cena é perturbadora. Ocorre, sim, a pedofilia explícita.


O Pacto

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A filha mais velha, Thomasin, profere de uma maneira muito eloquente, um pacto em frente a floresta, com palavras e frases completas para deixar qualquer membro de alguma seita macabra interpelando-se onde aquela menina aprendeu aquelas palavras. Certamente com a tradição de seus antepassados.

O EXORCISMO

O filho mais velho da família volta do bosque nu e transtornado, quem o encontra é Madelie, a filha mais velha, o leva para dentro de casa e a mãe o recebe e o coloca na cama, quando o menino começa a blasfemar enfaticamente em movimentos ultrajantes e perece após blasfemar contra Deus.

A INICIAÇÃO

Após todos os macabros acontecimentos, a filha mais velha e única sobrevivente, Thomasin, começa a conversar com o bode Black Phillipe. E insiste em perguntar como ele falava com seus dois irmãos mais novos e se ele falava mesmo, que ela queria saber. Thomasin estava em uma espécie de choque traumático, acabara de cometer o matricídio, e o que a concepção cinematográfica nos apresente é que a mesma tomou posse da loucura. ]

Ao findar esse bizarro diálogo, o Bode Black Phillipe toma a forma humana, e ao que parece, tem relações sexuais com Thomasin. O que a transforma imediatamente em Bruxa.

A BRUXA

A Bruxa

Enfim, todos os elementos estão prontos para serem postos; o pacto; os sacrifícios humanos; a iniciação e a floresta. O fim se aproxima, bestializada, Thomasin parte para à floresta e encontra uma horda de bruxas em um êxtase dionisíaco, guiadas pelo Bode ao redor de uma fogueira.

AS REFERÊNCIAS AO LIVRO DE JÓ

As referências aos livro de Jó são gritantes, um resumo um tanto grosseiro do livro sapiencial Bíblico – Sapiencial pertence a organização dos livros bíblicos que nos transmite sabedoria, como Eclesiastes, Eclesiásticos, Salmos, Sabedoria de salomão e Jó – No livro de Jó, o mesmo passa por tormentos intermináveis, sua fé é testada por Deus, e no início do livro há um diálogo de Deus com o mal, Satã, em que Deus fala para tirar tudo de Jó, mas não tocar em sua vida.

Jó perde seus filhos, plantações, fica com problemas de saúde, é debochado por sua comunidade e até mesmo sua esposa o repudia. Chega um momento que o mesmo blasfema contra Deus, mas nunca perde a sua fé.

O que não ocorre no filme, é justamente a glória final, o pacto que Deus faz com Jó, que tudo ocorrerá para sua expiação e que o ser humano tem fé em Deus.

O pai da família é morto, o que desvirtua completamente essa promessa de Deus, podendo ser considerada uma releitura subversiva e blasfema do livro bíblico.

Ao término de minha pesquisa não encontrei alguma ocorrência que aponte o roteirista como pertencente à alguma seita ou religião, o post será revisado e atualizado conforme encontrar outras hipóteses.

Com muitas cenas de suspense e horror, o filme “A Bruxa” é situado na Nova Inglaterra, no ano 1630, e é narrado pela jovem Thomasin. Após a mudança de sua família para a nova casa, coisas estranhas começam a acontecer: animais tornam-se malévolos, a plantação morre e uma criança desaparece aparentemente possuída por um espírito maligno. Desconfiados e paranoicos, os membros da família acusam a adolescente de praticar feitiçaria.

Data de lançamento: 3 de março de 2016 (Brasil)
Direção: Robert Eggers
Música composta por: Mark Korven
Roteiro: Robert Eggers
Fotografia: Jarin Blaschke

 

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