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E também as memórias gloriosas

Daqueles Reis que foram dilatando

A Fé, o Império, e as terras viciosas De África e de Ásia andaram devastando,

E aqueles que por obras valerosas Se vão da lei da Morte libertando,

Cantando espalharei por toda parte,

Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

– OS LUSÍADAS. Luís de Camões Canto I 

Navegando nos mares do conhecimento, este é o subtítulo do meu blog/site, como alguns podem ter percebido, o meu sobrenome é GAMA e com isso me recordo do ilustre navegante, Vasco Da Gama. Eu não sei se possuo parentesco linear com este, mas certamente, o mesmo sobrenome eu tenho. Minha ascendência é portuguesa, tanto pelo meu nome Silva quanto pelo meu nome Gama, ambos herdados de minha mãe.

Com esse nome que foi-me dado, eu navego pelos mares do conhecimento como quem por vezes enjoa, passa por tempestades, erra o curso e também possui quedas na minha tripulação. O meu navio é o meu corpo e o sopro deste ar é o Espirito Santo. O mar revolto é o mal que me cerca, e a dádiva de um mar calmo com o sopro constante é a consolação de Nosso Senhor Jesus Cristo que possuo nessas rotas d’antes navegadas.

Antes de entrar nessas águas, eu fui batizado em outras águas, foi então que comecei a ser da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui batizado no dia 25 de Novembro de 1984, dia de Santa Catarina de Alexandria, padroeira dos tradutores, filósofos, historiadores e teólogos, coincidência? Não existe coincidência para a fé.

Somente três tripulantes no meu navio continuam desde o meu batismo, são eles: Fé, Esperança e Caridade. E um desde que eu nasci, o Anjo. Ele parece qualquer coisa que eu preciso que pareça ou ele queira parecer.

Sobre a Fé, a Esperança e a Caridade, particularmente nunca as vi juntas, sempre me aconselham uma de cada vez, mas de longe eu sempre as vejo conversarem com o sopro que leva o meu navio. Elas andam por aqui e deixam sempre tudo em ordem. As vezes uma está mais forte que a outra e ficam revezando, mas sei que eu sou o responsável por elas, mas elas não vem de mim. Eu as conheci quando eu nasci, dentro de uma Igreja, e desde então, elas estão comigo para onde eu for.

A sempre me da conselhos quando eu estou muito cansado e quando tudo dá errado, sopra aos meus ouvidos que devo continuar.

Ela me deu como instrumento a bússola e o astrolábio.

Esperança chega logo depois da  para me consolar e apontar as direções do navio, me mostra com claridade como as coisas devem ser e no reto agir.

Ela me deu a vontade como instrumento.

Caridade é que chega após as duas e coloca em ordem todo o navio. Sem ela, nada seria o que sou. Ela me faz ajudar toda a tripulação, o meu próximo, navios que pedem ajuda e entender que eu posso estar no lugar daquele que precisa. Além da Caridade ter a face do meu Senhor Jesus Cristo.

Essa me deu o amor como instrumento.

O incrível é que eu acho que estou em uma Caravela, para quem não conhece, olha ela aqui embaixo. Ei sou adepto das coisas clássicas, velhas e com fungos.

santamaria1 Já vi navios bem maiores que o meu, maiores e velozes, menores e velozes, maiores e lentos, cada navio pelo que percebi aqui da proa possui suas próprias características, mas o interessante é que os tripulantes são quase os mesmos, e também seus inimigos os mesmos que os meus. Parecemos uma frota muito grande prontos para chegar ao El Dourado ou para o fim do mundo. É claro que todos queremos o El dourado, mas muitos são tragados para o fundo do mar e lá ficam em tormentos perpétuos.

E também está o meu braço direito, que encontra-se a minha direita, ele diz que eu posso chamá-lo de qualquer nome que está bom, ele já foi chamado de Malak, e Angelos, Angelus, o Anunciador, eu prefiro chamá-lo de Anjo e só. Ele não deixa eu perder o rumo do navio, e quando estou muito angustiado ele conversa comigo. É ele sempre que chama a Fé para conversar junto. Normalmente eu tenho a reunião principal com a Fé e o Anjo.

Há também outros tripulantes, são eles: Prudência, Justiça, Temperança e FortalezaSabedoria, Entendimento, Ciência, Conselho, Fortaleza, Temor a Deus e Piedade.

Os amigos deste Anjo moram no teto celeste. Ele diz que cada ponto brilhante no céu, cada estrela, é um chefe seu. Eu já disse a ele que ele tem muitos chefes, mas ele ri e diz que tem apenas dois: Eu que está a me servir, e ao nosso Pai por toda a eternidade. Bom, isso diminuiu consideravelmente, bem se dizer que o nosso Pai é tudo e toda a eternidade, não podemos nem mensurar isso.

Há uma mulher que vem dos céus, nos a chamamos de lua, e sempre quando ela está aqui toda a minha tripulação a reverencia, inclusive eu, ela não é uma mulher qualquer. É a mais bela que já vi em toda a minha vida e eu sempre fico admirado com a sua presença. Ela me deu uma corrente que eu uso no meu braço direito, sou ligado a ela e ao Filho dela. Fiz um juramento e ela e ao filho dela. Ela também é conhecida como estrela do mar, lua e até mesmo Mar, que dizem deriva do único nome que eu conheço que chamam-na: Maria. Mas eu a chamo de Senhora, para para ela é a Nossa Senhora.  Ela me deu de presente além dessa pequena corrente, um manto azul, eu prontamente coloquei. Ela é muito bonito e possui alguns dourados de estrela. Combinou muito bem com a minha vestimento de capitão desse navio.

Há um príncipe que nos visita também, dele eu ganhei uma espada que deixo comigo e tiro somente em combate, mas antes, rogo-lhe forças. A espada é longilínea, possui dois fios de corte, nela está escrito: palavra de Deus. O nome dele é Miguel, mas na verdade o nome verdadeiro é uma pergunta, que seria mais ou menos assim: Quem Como Deus?. Ela é amigo e chefe do meu anjo. Dizem que ele derrotou o pior mal que já existiu na eternidade.

Também tem um outro que vem aqui, ele cura os outros tripulantes, traz peixe e mostra o caminho com um cajado. Ele vive com um peixe na mão, chamam ele de Rafael.

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Esse monstro corta a minha âncora deixando o barco desgovernado. Ou segura a âncora no mar deixando assim o barco parado e se arrastando no fundo movediço.

Há as criaturas das profundezas que batem no navio, tentam invadi-lo, gritam do lado de fora. Há até mesmo navios piratas que tentam roubar todas as minha riquezas e a minha tripulação, normalmente esses são guiados por alguns navios fantasmas e pelos vermes do mar. Uma principalmente, é uma serpente, ela é gigantesca, enrosca no barco e por vezes transforma-se em um sábio todo vestido de branco e tenta toda a tripulação e principalmente a mim, querendo me dar todo o conhecimento do mundo.

Há também as criaturas da terra quando estou prestes a embarcar, mas isso também são para os outro capítulos.

Sempre quando estou em apuros e no meio do meu navio está altar em que o meu grande Rei é adorado, o nome dele é Jesus, filho de Maria, meu Rei e meu Senhor. É para o Reino Dele que estou a navegar.

Então, marujos,

Alçar velas!

 

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